segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Por que namorar?


Volto e meia ouço amigos, de ambos os sexos, reclamarem por estarem solteiros ou por não encontrarem a dita cara-metade - se é que ela existe da forma como a gente tanto almeja. Também escuto alguns que se vangloriam de estarem sozinhos, felizes e desencanados com tamanha liberdade.

Pois é, namorar é bom demais, não que ficar sozinho também não seja. Só que são situações diferentes, cada uma com suas idiossincrasias, prós e contras. O certo é que quem é solteiro, por mais resolvido que esteja com isso, anseia em encontrar o sapato velho para o seu pé torto. Já quem está namorando, na primeira crise, pensa logo em como seria sua vida se estivesse solteiro. O ser humano é um insatisfeito convicto!

Conversas desse tipo, bem corriqueiras, me fizeram pensar sobre o que é namorar e o por que de tantos questionamentos, das mais diferentes pessoas, em torno do tema que, por si só, foi feito muito mais para ser vivido do que pensado. Não que eu tenha muita experiência com o tema, mas me considero feliz em meu pleno estado de namoro há pouco mais de um ano.

Como acontece na maioria das vezes, comecei a namorar sem querer e, quando vi, estava mais grudada do que bicho-preguiça ao tronco da árvore. E isso tem sido bom demais! No fundo, namorar é como passar por um teste a cada minuto, é preparação e ensaio para o (con) viver a dois. É também, sobretudo, um constante exercício de tolerância. Com os gostos, hábitos, vontades, defeitos e manias do outro e exige dedicação intensa e sedução diária.

Minha experiência própria me dá ainda segurança para dizer mais, que namorar é também cuidar do outro, compartilhar, apoiar, ouvir, dar colo. É ainda ter sensibilidade extrema, sentir falta por estar longe, aperto no peito, vontade de se livrar o quanto antes dos afazeres só pra estar com quem se quer.

Quem namora conta os minutos e os segundos. Não esquece o dia em que conheceu sua metade da laranja, comemora cada aniversário de relação e está sempre pensando em o que fazer para surpreender o outro. Namorar também é sentir saudade, brigar por coisas bobas, fazer as pazes deliciosamente e planejar. Um cinema, um jantar ou uma viagem juntos, não interessa, todos os momentos são megavalorizados.

O que muda, de pessoa para pessoa, é a disponibilidade para se doar, compartilhar e trocar tantas coisas com o outro. E, claro, essas não são tarefas das mais fáceis. Cada um deve é respeitar seu tempo, desencanar e viver da forma que melhor lhe convém! Afinal, antes só do que mal acompanhado, certo?

3 comentários:

Taxilunar disse...

Entendi ao ler esse post, porque era "seguidor" de seu blog.

Muito boa a postagem, uma luz na escuridão, afinal.

Teu pensamento é acertado e está desvinculado dos conflitos que a transição para "o admirável mundo novo" impõe. É sensível sem ser denso! E o interessante é que você faz uma análise sociológica com tanta leveza...

Teu rapaz é um sortudo.

Se puder, dá uma lida num texto que é um embrião para um artigo que estou escrevendo, embora não seja tão leve e tão benevolente quanto tua postagem, tem uma relação com o assunto.

http://miliano.blogspot.com/2009/09/voce-esta-vivendo-assim.html

Um abraço,

taxilunar@gmail.com

Claudinha disse...

Fê, já estava sentindo falta da leitura obrigatória... sorte este teu muso inspitador, hein...

Tu mereces toda a felicidade do mundo, independente de estado civil, véia...

Mil beijos

Fernanda Crancio disse...

Brigada pela audiência!brusion